29 de nov de 2010

spoken words like moonlight

Só eu que paro de ouvir músicas que tocaram em algum momento especial da vida? Como que pra resguardar alguma coisa do passado? Como se ouvi-las de novo, em um dia casual, fosse estragar o que elas significam? Eu tenho tanta resistência em ouvir essas músicas. Tenho medo de que gastem até que, um dia, eu bote pra tocar e não sinta mais nada, não consiga mais rir sozinha ou chorar, nem lembre. Não sei se faz sentido.
Não sei se é pra fazer, afinal.

and the earth is warmer when you laugh

24 de nov de 2010

nessa cidade nem tem mar e tu não sabe escrever

Eu fiz parte da geração de pirralhos que cresceu lendo Harry Potter até o fim e fui pro cinema na primeira tarde que sobrou pra descobrir o horror de um filme dividido em duas partes.
E aí a gente deu voltas e voltas a pé por porto alegre de noite pra ir na verde, comer o melhor cachorro-quente da vida na volta, passar frio na praça do anglo na tentativa de matar tempo e conseguir ficar acordado até às sete, dormir e matar todas as aulas do dia. Sem arrependimentos
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Eu não sei se é o fim do semestre, que não chega exatamente a me preocupar mas que não deixa de estar um tanto tumultuado, mas o fato é que eu não escrevo mais. Ou escrevo e desisto ou desisto antes de começar, quando eu ainda tô só pensando em fazer o login aqui. De qualquer modo, minhas semanas andam discrepantes, com uma ótima e outra pra eu querer me jogar da sacada que eu não tenho - eu adoro o meu apartamento, sério, mas tô quase arrependida, porque deus sabe o QUANTO eu queria uma sacada. Eu quero uma sacada desde os meus cinco anos de idade. Mas enfim. Dados os altos e baixos, eu andei folheando revistas de casas (oi, vamos fazer arquitetura) e decidi que a minha próxima aquisição vão ser cortinas. Depois coisas pras paredes vazias que me incomodam. E por aí vai. Porque, se eu não consigo fazer planos pra minha vida, fazer planos pra melhorar meu apartamento não me parece ruim.
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Apanhador Só.
Viciei.
laiá laiá laiá

20 de nov de 2010

risqué

Pintei minhas unhas com esmalte fosco só pra decidir que de fato eu não gosto. (Era cinza, não tinha como não tentar.) E depois passei brilho por cima pra gostar.
Curto muito quando as coisas têm soluções assim, simples, fáceis e rápidas. Queria poder aplicar em mim mesma.
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Eu fiz parte da geração de pirralhos que cresceu lendo Harry Potter ano a ano até o fim e vou ir pro cinema na primeira tarde que sobrar. Nem tô.

13 de nov de 2010

just give me one thing that I can hold on to

paródias.

Fui assistir às paródias achando que ia só sentir saudade das minhas (mamãe, não quero ser perfeito/ (mas) pode ser que eu leve jeito/ e alguém pode querer nos premiar/ é a primeira vez que tem/ raul aqui no festival/ e anfíbios ele vai te apresentar), mas eu senti saudade de ser terceiro ano também. Não que a minha turma fosse o que a atual aparentou ser ali, bem longe disso, mas pelo menos era uma coisa da qual fazer parte. Da qual eu fazia parte. E tinha alguma consistência, afinal. Vestibular, etc, etc, tudo girava em torno disso.
E agora, é o quê?


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É estranho, de qualquer jeito. Ser platéia pela primeira vez. Quatro anos desde a minha primeira, e a vida continuou andando, veja só.
Mas acertei o grupo que ganhou (muita experiência em paródias, hein) e tirei meu chapéu pro Almir Sater.

7 de nov de 2010

só uma coisa:

o Positive é meu lugar no mundo.

5 de nov de 2010

risos.

Serra e Dilma respondem: "Por que a galinha atravessou a rua?"

Dilma Rousseff: “No que se refere ao fato de a galinha ter cruzado a rua, eu considero que este é mais um ganho do governo do presidente Lula. Eu considero que foi apenas depois que o presidente Lula me pediu para coordenar o PAC das Ruas é que as galinhas no que se refere ao cruzamento das ruas tiveram a oportunidade de poder cruzar as ruas, coisa que, aliás, só as galinhas com maior poder aquisitivo podiam no governo FHC, no qual o meu adversário foi ministro do Planejamento e da Saúde."

José Serra: “Olha, este é mais um trololó da campanha petista. Veja bem, as galinhas cruzam as ruas no Brasil há anos. Eu mesmo coordenei a emenda na Constituição que permite o direito de ir e vir das galinhas. Eles ficam falando que foram eles que inventaram esse cruzamento de ruas, mas já no governo Montoro, quando eu era secretário do Planejamento, as galinhas cruzaram as ruas com maior segurança. Eu, por exemplo, criei o programa Galinha Paulistana, que permitiu que milhares de galinhas pudessem cruzar as ruas, e agora, no meu governo, vou criar o Galinha Brasileira, em que toda galinha terá direito de cruzar as ruas quantas vezes quiser.“

4 de nov de 2010

Cheguei em casa com calor, normal. Aí lavei o rosto e não sequei, porque não tinha toalha por perto. E não precisei esperar dois minutos. Porto Alegre - secagem instantânea.

Um dia, eu não sei quando, mas um dia. Eu vou passar um fim/começo de ano em qualquer lugar frio, com muita neve. E aí eu posso até passar frio, mas vou rir por dentro só de pensar nas pessoas aqui, morrendo por uma sombra ou um ventinho.

E ainda é só novembro.

3 de nov de 2010

just give me one thing that I can hold on to.

Dois anos e eu ainda não consigo me sentir bem em Porto Alegre. Sempre tensa, sempre carregada, sempre a sensação de uma coisa faltando. Eu queria ter o poder de me livrar de todas as minhas sensações, de vez em quando. Só pra ver como seria. Viver sem sentir. Não sentir que se está vivendo.

Vi Brothers no fim de semana. O dinamarquês, não o outro. E eu acho que perdi pelo menos uma meia hora da segunda metade, porque tava morrendo de sono e dormi, mas acordei e consegui me manter acordada pra pegar o final e a música dos créditos. When I'm Coming Home, Andrew Strong. Linda. Tão linda que, bom.
São sempre boas, músicas de créditos.

yellow sparkles
is just the moon that fights to find its way to you
kiss your cheeks and whisper softly
"all the bad will be gone
will go"
so I fill every dream with the wish I'll see you soon
and though it might seem unreal it will come true



Eu queria que alguém me dissesse isso. Todo o mal terá ido. Vai ir. E que fosse verdade.