30 de mai de 2009

põe um sorriso na minha cara

Vi I'm Not There hoje. Do Bob Dylan. Nem sabia que existia. E "do Bob Dylan" é ótimo; sobre. Melhor que o do Johnny Cash.
     Love and sex are two things that really hang people up. And why that is, I never trully understand.
     I'm not who I am most of the time. It's like you got yesterday, today and tomorrow, all in the same room. There's no telling what can happen.
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A do ônibus da vez foi um grupo de gurias enlouquecidas com um final de semana em Gramado. Até lembrei da gente e dos nossos finais de semana históricos, pastelões e tal. A diferença é que elas fazem faculdade, hah. Mas, , felicidade não tem idade. As criaturas vieram tagarelando de Porto Alegre até aqui: quentão, festa da vizinha, churrasco do pessoal da produção, novela - are baba, atchá, tik tik e todas as outras - e "Uma hora e meia pra Gramado, bus!", "Quarenta e cinco minutos, bus!", "Dez minutos, bus!", "Chegamos, bus!"
O bus era só silêncio quando elas desceram em Gramado.
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Ontem, no caminho do pensionato até o táxi, uma mulher passou por mim cantando. E ela vinha toda feliz: "tudo de bom que você me fizer faz minha rima ficar mais rara". Eu até olhei pra trás depois. Não consegui ver se ela tava com fones ou se tava só cantando, mesmo, mas acho que isso não faz diferença. Quer dizer, a pessoa tava cantando na rua sozinha e feliz da vida. Tem como não gostar?
com a música na cabeça até agora, mesmo depois do filme.

24 de mai de 2009

My opinion could change today, 
But I'm responsible anyway
For second or third hand information
That complicates the complication
And I don't think before I speak
And I don't know how far my words reach
So wrong nearly every time, that I'm sorry I speak my mind
If what I said was unkind
Now it feels like I'm on fire
It's burning the world through
But don't hold it against me, cause I know you're lying, too
Is there any need for apology? 
There's no reason to believe me
Judgments born in my jealous mind, creeping inside outside
Connections I've made never follow through
And sooner or later disappoint you
Or cross you twice when your back is turned, that's how I've learned
That someone has got to be burned
Now it feels like I'm on fire,
These words are not the truth
But don't hold it against me, cause I know you're lying, too
It feels like I'm on fire, 
It's burning the world through
Don't let me fall without someone to hold on to
Someone to hold to, someone to hold on to

nem 5 minutos guardados

Vi O Casamento de Rachel hoje. E depois tomei café. E agora sem sono que óotimo!

Nem Cinco Minutos Guardados, Titãs. Ou seja lá qual for o nome certo dessa música. Sei que tava tocando agora e que eu tava com saudade dela.

com vontade de fazer um monte de coisas, mas não sei o quê.

Andei visitando os perfis dos remanescentes na comunidade da minha turma. Que saudade que me deu desse povo agora também. De Porto Seguro e daquela última noite. Da formatura. Até das aulas. A gente deixa demais muita coisa se perder.

23 de mai de 2009

dessa droga desse mundo

Pode alguém não ser feliz com sol lá na rua?
Eu tô
virando fã de Porto Alegre em dias de sol. Quase mais bonito que aqui. Hoje tava demais.
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Passar uma semana sem internet alivia a vida. 
Foi em uma dessas noites, debruçada sobre um dos livros de exercícios do Anglo, com o computador desligado do meu lado e um espelho virado na minha frente, que eu pensei no que eu nunca tinha pensado antes. 
Mentira, eu pensei no que eu já tinha pensado várias vezes antes, mas sem chegar a conclusão nenhuma.
Eu lembrei do Holden, d'O Apanhador, que disse que, se pudesse, passaria o resto da vida em um campo de centeio, e, pela primeira vez, eu soube o que faria com o resto da minha.
Se eu pudesse, eu passaria o resto da vida viajando, com papel, caneta e uma câmera, escrevendo sobre as pessoas que eu visse na rua. E faria um blog de verdade pra isso, claro. Não escreveria livros ou colunas ou notícias ou seja lá o que for. Eu só contaria as histórias que eu visse por aí. Porque tem coisa melhor? Não tem.
E eu preciso de faculdade pra isso? Não, eu só precisaria de dinheiro, de um curso de fotografia e de uma câmera. E eu seria a pessoa mais satisfeita dessa droga desse mundo.
Depois vêm dizer que "dinheiro não resolve tudo". Tá bom.

17 de mai de 2009

a volta

Fui deitar ontem sem sono e reli minha agenda da oitava série. Oitava série é demais! É o começo da vida, quando as coisas começam a acontecer e dá pra sentir o gosto do que vai vir pela frente.
Mas como eu era boba! Como nós éramos bobas. Até hoje eu não sei como tanta coisa foi possível com gente tão boba. Não que eu não seja mais, porque ainda sou, mas três anos acrescentam alguma coisa, nem que seja eu mesma me dizendo que eu continuo uma boba e que não tenho mais idade pra isso.
Mas eu preferia a bobeira daquele tempo. Porque pelo menos lá atrás, bem no fundo, eu tinha, firme e forte, a sensação - não, a certeza, mesmo - de que as coisas iam dar certo depois, mais tarde, mesmo que fosse demorar um pouco. E era verdade, veja só. Elas deram. Claro que dependendo do ponto de vista, mas deram. Meus dois últimos anos no colégio foram ótimos. Meu primeiro ano fora do colégio tá ótimo também. E esse é o ponto. Já deu certo. *Tudo que tinha que dar certo, ora, deu certo. Agora só tem o que dar errado. Agora é a volta.
Eu sou o otimismo em pessoa.
Mas já dizíamos nós mesmas na oitava série: até seria trágico, se não fosse (tão) cômico. Alguma coisa a gente sabia.

*Tá, quase tudo. Mas mesmo o que deu errado parece bom.

16 de mai de 2009

Objeto antes do centro de curvatura. Objeto sobre o centro de curvatura. Objeto entre o centro e o foco. Objeto sobre o foco. Objeto entre o foco e o vértice.
Conclusões: 
Saudades do Jean.
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And then dance if you want to dance
Please brother take a chance
You know they're gonna go
Which way they wanna go

Foi bom mesmo de longe. Até o cd novo já parece mais simpático.

5 de mai de 2009

achei bonitinho

O que é isso que eu sinto, senão a vontade de ter o que eu não tenho.
O que é isso aqui dentro, senão o desejo - tão humano e tão bobo - de amar e ser amado.

Achei bonitinho.

interessante, né?

Eu deveria começar a escrever sobre os taxistas que eu encontro, que me perguntam se eu quero virar freira porque moro num pensionato de freiras ou têm um bigode enorme e costeletas, junto com óculos escuros - esse umas três vezes, já. Ou sobre os tipos que sentam do meu lado nos ônibus Canela-Porto Alegre, já que não escrevo sobre mais nada. Mas não é mentira que eles dão o que comentar. Eles, mesmo, porque normalmente são homens - até hoje só duas mulheres, que eu lembre.
O melhor de ônibus é poder conversar com as pessoas sem precisar saber o nome. Eu adoro essas coisas.
O último notável foi um homem igual a um ator meio desconhecido, cujo nome eu não lembro, mas que já fez o papel de um médico em uma novela da Globo, cujo nome eu também não lembro. O cara era alto, tava todo de preto - com exceção de qualquer coisa bege que ele usava embaixo da jaqueta - e tinha uma voz... Demais. Grossa, mas deliciosa de ouvir. E conversava um monte - perguntava um monte. De turismo a escolas, passando até pela febre amarela. Mas o legal mesmo foi o final. Quase na rodoviária, olhando pro polegar, ele termina com essa: "Que coisa a impressão digital, ? Não tem nenhuma igual à minha. Nem igual à tua. Somos mais de seis bilhões e são todas diferentes. Interessante, ?"
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No último ônibus que eu peguei, indo daqui pra lá, eu cedi meu lugar, na janela, pra namorada/amiga do cara do meu lado. Eles compraram duas das últimas passagens, e a poltrona dela era logo no banco da frente, mas no corredor. A verdade é que esse negócio de janela e corredor nunca fez diferença pra mim. Não quando eu já conheço o que eu posso ver pela janela. Então eu troquei. Porque tá aí uma qualidade que eu tento sempre manter e que é uma das que eu mais admiro nas pessoas: gentileza. Nunca vai custar nada e ainda vai dar uma das melhores sensações do mundo, mesmo que não se faça porcaria nenhuma, só se troque de lugar no ônibus.

4 de mai de 2009

milhões de vasos sem nenhuma flor

Essa música - Relicário - ressurgiu de repente de algum lugar da minha memória e eu me obriguei a encontrá-la por aqui - lá, na verdade - de novo. E, prestando atenção na letra, eu me dei conta de que tudo, ultimamente, tem me dito a mesma coisa. Vide o perfil de um colega, onde chegou a saltar, no final do texto, assim que a página abriu, um "prove que você está vivo". Mas eu não vou 'sair do meu apartamento e procurar alguém do sexo oposto' e não vou 'pedir demissão' nem 'começar a brigar', entre outras coisas, como foi sugerido lá. Eu acho que eu não sei 'me fazer valer pelo meu lado humano'. Ou provar que estou viva.
Mais um vaso sem flor.