30 de jul de 2009

(fim de) férias.

Que bons ventos essas férias trouxeram!
Antes, provavelmente, quando qualquer colega perguntasse, eu responderia: "Terríveis! E o dia que tu tiver umas 5 horas disponíveis e quiser ouvir história eu te explico por quê." Mas, mais uma vez, eu tenho que bater na minha boca.
Tá frio demais nessa terra, é verdade - de -2°C de manhã cedo e -5°C de madrugada -, e a incapacidade do meu nariz de se manter aquecido me irrita, principalmente durante a noite, mas o frio renova.
E às vezes até eu me esqueço disso.

Eu fiquei me devendo um corte de cabelo, a atualização do iPod, a leitura - ou pelo menos o começo dela - de um monte de livros e mais uma boa quantidade de coisas, mas pra que servem as férias se não justamente pra isso - pra deixar pra depois?
(Ou pra nunca mais, como eu sempre digo.)

*Ora vejam, uma semana a mais pra pôr isso aí tudo em dia. Quem diria.

18 de jul de 2009

parêntese.

Eu não sei por onde eu começo.
Se pelo(a) [não é ódio e não é nojo. Se alguém souber a palavra, por favor] que eu tenho de algumas coisas que ele escreve e do tipo que ele faz ou se pela certa admiração que eu tenho pela sinceridade, ainda que a última seja bem vaga.
Tem dias que eu entro lá e adoro o que leio; em outros, dá vontade de nunca mais voltar.
Melhor nem começar.
-
Eu estou momentânea e indefinidamente (é, ao mesmo tempo) abalada e sob influência de forças externas, e internas também, sobre as quais eu há muito já desisti de tentar ter controle. Então, e como pouca gente se dá a esse trabalho, eu decidi me respeitar (de verdade). E, claro, aceitar que eu não tenho - não tinha antes e nem terei algum dia - como mudar o que quer que seja, ainda que se trate da minha própria vida.
Pronto.
Que venham as aventuras das férias.

"Até agosto!"

Inventei de ver Harry Potter hoje. Nem me lembrava mais da história direito, é verdade, mas quem cresceu junto com o cara não vai deixar de vê-lo no cinema, não é mesmo?
-
E, agora, duas semaninhas pra sentir o gosto de morar em Canela outra vez.
Seja o que Deus quiser.

11 de jul de 2009

frio.

Eu podia falar do filme de ontem, ou da caminhada até a rodoviária hoje de manhã, ou do amazonense que perguntou se eu era casada, ou do frio que eu senti quando desci do ônibus em Gramado, ou... Sei lá, de qualquer coisa. Mas eu não vou falar de nada.

there's a parade on the hall outside
come on and feel the air outside

5 de jul de 2009

some dance to remember, some dance to forget

Sexta, a princípio, foi a noite da minha turma e eu não fui - embora agora eu lembre que iria ter problemas com onde dormir? se tivesse ficado e ido.

E antes disso, umas semanas atrás, eu cheguei a escrever um post sobre como eu queria dançar. Só dançar.

Então, pra não dizer que não saí e que não faço o que eu quero, eu fui no, caham caham, Xerife Country Bar. Ver os Travellers. Com minha mãe e umas amigas dela.

Podem até dizer, quem sabe, que é personalidade. Mas, no presente caso, sinto muito, não é. É, sim, o cúmulo da velhice, da falta de companhia (vou pregar Folhetim na porta do meu apartamento, quando eu tiver um) ou do que quiserem chamar.

Mas, independentemente das razões pelas quais eu saí, o objetivo, ver os Travellers, ah, esse sim, alcançado com louvor.

Vi o show lá da frente, dançando com umas gurias que eu nunca tinha visto e com um velho baixinho, careca e de rabo no que sobrava de cabelo - grisalho -, tudo isso na mesma pessoa.

E foi muito, muito bom - sem o menor exagero. Eles tocaram boa parte das músicas de que eu mais gosto e mais algumas. E, modéstia à parte, ali naquele meio onde eu tava, eu era a única que sabia todas. Ou a única que se prestou a cantar todas. Com direito a ficar sem voz e tudo - até agora. Só faltou mesmo Sweet Home Alabama, que a gente pediu, mas não rolou. Mas reclamar disso, ou de qualquer outra coisa, seria muito injusto, levando em conta o quanto foi bom.

Eu cheguei até a cantar uma parte de Sweet Child no microfone com o baixinho.

Sweet Child. No microfone. Eu.

Depois dessa, meus caros, eu acredito em qualquer coisa. Até em passar na ufrgs.

4 de jul de 2009

e as pessoas

Eu precisei me livrar de todo mundo pra conseguir fazer isso assim, sem culpa, sem medo.
E eu me pergunto se não é um preço muito alto, ainda que sincera e totalmente involuntário.

as coisas

Essa do táxi me fez lembrar do Ed, de Eu Sou O Mensageiro.
Acho que parte da simpatia que eu tenho em relação aos taxistas em geral se deve exclusivamente a esse livrinho, embora eu nunca tenha cruzado com um Ed ou um [não lembro o nome dele, mas era o que eu mais gostava no livro] da vida.
É engraçado como as coisas acontecem.
Essas pessoas vêm e vão todas as semanas, e normalmente não deixam nem os nomes, mas eu sempre me lembro. Essas coisas vêm e vão todas as semanas (vão, principalmente), mas eu sempre me lembro.
E eu gosto disso. Gosto mesmo. Mas às vezes eu fico imaginando se não seria bom que alguma delas ficasse, de vez em quando.

as histórias

"Pra rodoviária."
"Mas bah! Eu tava louco pra ir pra lá, tomar um café e tal... É que eu sou da rodoviária, não sei se tu sabe."
Saber, eu não sabia. Mas sabia que ele não era dali. Não que eu conheça os taxistas da Ramiro, mas são sempre velhos, e não era esse o caso.
Pedir pra ir pra rodoviária quase sempre implica, mais cedo ou mais tarde: "Mas tu é daqui, mesmo?"
Não, eu me mudei esse ano. Minha família é de Canela, aí eu volto nos fins de semana.
"Ah, tá certo. Aí que começam as histórias, ?"
Adorei essa.
Ele foi conversando quase o caminho todo, falando que eu devia estar acostumada a pegar "motoristas mal humorados, brigando com o trânsito, e não idiotas assim".
Gostei dessa também.
Mas o engraçado mesmo foi quando, quase na rodoviária, meio de repente, a rua silenciou e deu pra ouvir nós dois batendo os dedos ao mesmo tempo, conforme a música.
"Oh, gostou do cd?"
Gostei!
Era The Doors. E a música, Light My Fire.
E, por mais que pareça, não é mentira.

2 de jul de 2009

Pensionato:

these walls are paper thin and everyone hears every little sound

1 de jul de 2009

eu acredito!

Na boca dos colorados. Hah.
-
Tem umas pessoas que me inspiram, sabe. De verdade. Colegas, um ou outro que eu vejo na rua, um ou outro que eu encontro quando resolvo passear no orkut em vez de passear na rua.
Pena que a inspiração não vai muito longe.
-
decepcionada.
E completamente indiferente.
Até eu resolver soltar.
Quando isso acontecer, não falem comigo. Porque eu não vou falar com ninguém e vou me esconder, e chorar e morrer de raiva, se for o caso, até passar. É só assim que eu sei resolver. É só assim que funciona comigo.
Mas não pensemos nisso por enquanto, ainda tem tempo.
De qualquer jeito, depois: it could've been worse than you would ever know.
Só pra eu não esquecer.
-
Já prestaram atenção na letra de 3x4? Pois eu prestei. Seja pra quem for, é a declaração mais bonita que eu já vi.
Ora, parece que as coisas mudaram por aqui.