31 de dez de 2009

Do verão infernal de Porto Alegre pro verão invernal de Canela.
O problema vai ser voltar.

26 de dez de 2009

natal.

Eu não sei por que eu gosto do Natal. Porque, sendo como eu sou, no mínimo eu teria que ter todos os motivos pra detestar. Mas eu não detesto, eu gosto.
Meus pais não gostam. Acham tudo muito cansativo, "muita mão", ter que se reunir com todo mundo e tal.
Eu não gosto de "todo mundo". Eu gosto de Natal.
Gosto do pinheiro aqui de casa aceso quando as outras luzes estão apagadas. Gosto das decorações, das luzes. Poderia gostar até das músicas, se fosse o caso. It's the most wonderful time of the year...
Quero dizer, todo o resto do ano já é sempre tão ruim, tão pesado, por que diabos eu iria contribuir pra estragar o único dia que não precisa ser nenhuma dessas coisas?
Mas, principalmente, eu gosto do Natal quando isso inclui meu tio dizendo tudo o que eu precisava, e talvez também estivesse querendo, ouvir: "Isso aí, Priscila, viva a sua vida. A sua vida."
Às vezes, parece que ele me conhece melhor do que todo mundo.

20 de dez de 2009

nineteen

Eu fiz 19 e, no entanto, sequer parece que eu já tive 18.
Não parece nada, na verdade.
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O Johnny tomou banho semana passada. Tava lindo, correndo sem parar ao redor do pátio com o pêlo brilhando no sol. Depois que ele parou, quando eu consegui chegar perto, ele deixou minhas roupas cheias de pêlos e ainda babou nos meus braços. Uma delícia, mas eu não tive como me importar muito. É o cachorro mais doce e brincalhão e apaixonante que eu já tive.
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I can gather all the news I need on the weather report e lá diz que é pra chover quarta-feira o dia inteiro. Por que diabos é sempre nos dias que eu tenho que ir pra rodoviária? Como se já não tivesse bastado o pandemônio que foi na outra sexta. E na quase véspera de Natal, além de tudo, o que significa que o que já é uma confusão normalmente vai estar ainda pior.

18 de dez de 2009

we're going to a party

It's a birthday party! It's your birthday party! Happy birthday, darling! We love you very, very very...

Não.

Porque o primeiro aniversário em Porto Alegre a gente nunca esquece.
Esquece?

16 de dez de 2009

I got the keys.

Contando os dias pra me esquecer de tudo no meu apartamento, parecer uma princesa, não me importar com o resto do mundo e largar os pés em cima da mesa.


oi, holden.

O ruim de notebook e modem móvel é não ter no que bater quando tudo resolve travar, a internet começa a cair e nada mais funciona.
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Eu acho que talvez tenha concluído que jornalismo definitivamente não é o que eu quero da vida. Mas eu também acho que prefiro não amadurecer muito essa idéia, porque, nesse caso, eu teria de começar a encarar o fato de que eu realmente não quero nada da vida. E isso não é bom. De modo que eu prefiro ficar com jornalismo. Mesmo sem querer assim, como quem sabe que quer. Até porque o que eu quero de verdade não é uma aspiração possível.
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A surpresa mais agradável do ano e ainda nem é meu aniversário.

10 de dez de 2009

sweetest silly things

Uma camiseta.
Um óculos de armação preta.
Carinho nos olhos e toda a prontidão do mundo.

eu deveria ter me matriculado em espanhol esse ano.

Eu juro que nem almejava, mas consegui um 25. Tipo prêmio de consolação pra quem passou o ano todo escrevendo redações que chegaram quase, mas não lá. Ou então um jeito silencioso e muito sutil de dizer: "Pronto, tá aí, 25, agora pára!". Parei.
Ou não, claro. Sempre existe essa possibilidade.
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Sonhei essa noite tudo o que dá pra sonhar em uma noite. Só me lembro de uns poucos detalhes de cada um, mas o legal dos meus sonhos é que normalmente eles não são egocêntricos: os outros, ou as quaisquer outras coisas com que eu sonhe, sempre têm um papel mais importante. Eu sou secundária.
O mais inusitado deles - e o único de que eu me lembro na íntegra - foi o do começo de At The Bottom Of Everything. A diferença é que o avião "caiu" no sentido contrário e pousou em outro planeta qualquer, e as pessoas desceram e ficaram lá, felizes, cantando a música.
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Eu tava lendo uma das minhas revistas propositalmente abandonadas aqui, quando uma das gurias bateu na porta avisando que o telefone - que tocava até segundos atrás - era pra mim. Eu sempre fico pensando o que diabos alguém (quem?) pode querer comigo quando eu não tô esperando.
"Priscila? Acho que o teu avô tá aqui embaixo."
Ah, tá.
Claro que o meu avô, no caso, era o meu pai. O engraçado foi que, na hora em que ela falou, eu ainda fiquei pensando em que avô poderia ser, até me dar conta de que eu não tenho mais avô nenhum vivo. Lapsos momentâneos de memória.
De qualquer jeito, qualquer um dos meus avôs me visitando aqui conseguiria ser uma coisa mais inusitada do que um avião pousando em outro planeta.

9 de dez de 2009

my imagination running away with me.

Não é preciso mais do que aparecer. Ou do que eu descobrir - depois de muito tempo imaginando que "ih, nunca mais". É impressionante como eu consigo deixar as pessoas mais distantes e inatingíveis exercerem influência sobre mim. Ou sobre no que eu vou pensar quando não estiver fazendo nada. E aí eu fico aqui, com a cabeça entre transformações adiabáticas, Smashing Pumpkins e o resto do meu ipod e um jornalista qualquer.
Me diz: pode?
Entre tantos dons possíveis, eu tinha que ficar logo com este, de sempre optar pelo que é inútil e/ou pelo que não presta? Porque, né, Smashing Pumpkins e o jornalista qualquer podem ser muito, muito legais, mas eles não vão me botar pra dentro da ufrgs. Pelo contrário, tão mais perto de fazer eu me atirar pela janela.

6 de dez de 2009

E nem aí.